Brasileiros querem ajudar babá ferida
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 02 de setembro de 2011
Elea Almeida<br> Folhapress 
São Paulo - A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) colocou ontem seus especialistas à disposição dos médicos na Líbia, em resposta ao pedido líbio de ajuda internacional, especialmente do Brasil, na reconstrução de tecidos afetados de vítimas de queimaduras. O médico líbio Saleh Errassmeh, 40 anos, que pediu a ajuda, trata a babá etíope Shweyga Mullah, 30, desfigurada por água fervente jogada por uma nora do ditador Muamar Kadafi. O presidente da SBCP, Sebastião Guerra, disse que o Brasil é referência mundial no tratamento de pacientes que tenham sofrido queimaduras e que poderia contribuir na ajuda às pessoas feridas durante os conflitos ocorridos na Líbia. O médico estima que o tratamento inicial da babá demoraria cerca de três meses, mas todo o processo de reconstituição do tecido que foi queimado poderia demorar até dois anos. Segundo ele, os gastos totais ficariam entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão.


