Cláudia Dianni
Agência Estado
Trinta brasileiros participam hoje da consulta popular no Timor Leste, que vai perguntar à população, de cerca de 800 mil timorenses, se preferem optar por um regime de autonomia especial, dentro da República da Indonésia, ou pela total independência. Os brasileiros colaboram com a missão das Nações Unidas no Timor Leste, a Unamet.
Estão em territórios timorenses para acompanhar a consulta cinco oficiais militares de ligação, seis observadores policiais que acompanham os movimentos nas ruas de Dili e sinalizam focos de conflito, e 19 peritos eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral, que vão fiscalizar o pleito e a apuração dos votos, que será feita em Jacarta, por questões de segurança.
A mais recente equipe de brasileiros, formada por três parlamentares, chegou no sábado à capital do Timor, Dili, acompanhada do embaixador do Brasil na Indonésia, Jadiel Ferreira. Os deputados João Hermann Neto (PPS-SP), Pedro Valadares (PSB-SE) e Paulo Delgado (PT-MG) farão o trabalho de observadores durante a consulta popular, para tentar garantir que não haverá manipulação. Eles devem permanecer no Timor até quarta-feira.
O embaixador acredita na vitória dos independentistas. Segundo ele, o Itamaraty já estuda as missões de ajuda que deverão ser enviadas ao Timor, caso vençam os independentistas. Estão sendo preparados professores brasileiros de ensino básico, técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), para ajudar na produção agrícola e no tratamento de água e esgoto. De acordo com o Itamaraty, as tecnologias brasileiras são assimiláveis no Timor por serem voltadas para países em desenvolvimento e de clima tropical, como o Timor.

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