Brasileiro nega ter fugido da Irlanda
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006
Folhapress 
São Paulo- Um brasileiro acusado de ter saído da Irlanda irregularmente com a ajuda da Embaixada do Brasil em Dublin negou ontem ter fugido do país. Weldo Freitas Cavalcante, 24 anos, que cumpriu 18 meses de prisão na Irlanda por ter mantido relações sexuais com uma garota de 14 anos, disse que as autoridades do país lhe disseram que poderia ir embora após ter saído da cadeia, em janeiro.
Cavalcante foi preso em julho de 2004, depois que foi encontrado o corpo da adolescente Jamie Maughan, com quem mantinha um relacionamento amoroso.
O corpo, em decomposição, foi encontrado numa casa abandonada nas proximidades do local onde Cavalcante morava, na cidade irlandesa de Cavan. Uma autópsia indicou uma overdose por drogas e bebidas alcoólicas como causa da morte.
Cavalcante nega envolvimento na morte da menina, mas admitiu à Justiça irlandesa a culpa por ter mantido relações sexuais com ela. Condenado a dois anos de prisão, ele foi solto por remissão da pena no dia 7 de janeiro deste ano.
Ele disse ter questionado às autoridades irlandesas de imigração se poderia sair do país após sua libertação. ''Eles me disseram que eu já tinha cumprido minha pena e que poderia sair quando quisesse'', disse Cavalcanti desde Cassilândia, no Mato Grosso do Sul, onde se encontra atualmente.
''Também perguntei ao meu advogado se precisava ficar no país, e ele disse que não.'' Segundo Cavalcante, ele teria voltado ao Brasil com a ajuda do senador Ramez Tebet (PMDB-MS), amigo de sua família, que teria entrado em contato com o Itamaraty e enviado uma passagem de volta para ele na Irlanda.
A família de Jamie Maughan, após uma audiência na quarta-feira que confirmou o veredicto de que a garota morreu por acidente após a ingestão de álcool e drogas, acusou a Embaixada do Brasil em Dublin de ter providenciado a saída de Cavalcante do país de maneira ilegal.


