O brasileiro Carlos Augusto Cassiano das Neves, de 40 anos, morreu de fome e frio nas montanhas de San Diego, no lado americano da fronteira do México com os Estados Unidos, no início de junho. Seu corpo foi descoberto pela patrulha fronteiriça americana já decomposto. Outro brasileiro que o acompanhava conseguiu sobreviver e foi deportado. Neves foi cremado e suas cinzas enviadas para sua família, em Colatina (ES). Com Neves, sobe para três o número de brasileiros mortos tentando entrar ilegalmente nos Estados Unidos, apenas no último mês. Dois mais, de um grupo de nove mineiros de Conselheiro Pena, morreram durante a explosão de um botijão de gás na cidade mexicana de Tijuana, ao sul de San Diego, num esconderijo onde aguardavam a hora de viajar. Os mortos, Clóvis de Oliveira, 41 anos, e Jaci Ferreira da Costa, 40, já foram repatriados. Os sobreviventes do acidente foram atendidos num hospital público mexicano, que não tem meios para tratar de queimaduras. O casal Eduardo Freitas Alves e Célia Oliveira, com queimaduras em 80% do corpo, continua em estado grave no hospital.

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