São Paulo - O estudante brasileiro Roberto Laudísio Curti, 21 anos, falou com a família por telefone antes de ser morto pela polícia australiana em Sydney, no domingo. A conversa foi rápida e ele disse apenas que estava sendo ameaçado, sem revelar detalhes. Sem conseguir falar com ele novamente, a família ficou sabendo de sua morte horas depois. A irmã mais nova e um tio de Curti chegaram ontem ao país para acompanhar as providências sobre o caso. Ele foi morto na região central de Sydney após receber choques de policiais.
O jornal Sydney Morning Herald afirma que a autópsia no corpo do brasileiro foi concluída na segunda-feira, mas o resultado ainda não foi divulgado. Ele deve revelar a causa da morte e se o brasileiro havia consumido alguma substância que possa ter contribuído em sua morte.
''Nós ainda estamos tentando entender a perda súbita e inesperada do nosso amado Roberto. Ele era um jovem muito amado pela família e por seus vários amigos, tanto na Austrália quanto no Brasil, e tinha um futuro promissor pela frente. Nós vamos sentir sua falta imensamente'', afirmou a família em uma nota divulgada pelo jornal.
Curti era de São Paulo e havia trancado matrícula no curso de administração na da PUC para viajar. Na Austrália, estudava inglês e morava com sua irmã mais velha, casada com um australiano.
As circunstâncias da morte do brasileiro ainda não estão claras, e a comunidade brasileira em Sydney cobra respostas da polícia. Segundo amigos, o brasileiro foi visto pela última vez na noite de sábado.

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