Brasileira recebe prêmio para mulheres cientistas
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quinta-feira, 03 de março de 2005
France Presse 
Paris - A física brasileira Belita Koiller recebeu ontem, em Paris, um dos cinco prêmios concedidos anualmente pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a empresa multinacional de cosméticos L'Oreal, criados com vistas a promover o papel da mulher na ciência.
Nascida no Rio de Janeiro, Koiller, 55 anos, é professora titular de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela foi recompensada com US$ 100 mil por ''seus trabalhos teóricos de pesquisa sobre os elétrons em meios desordenados como o vidro''. Koiller dedicou-se a pesquisar os semicondutores (cristais com impurezas cuidadosamente escolhidas) e suas conclusões tiveram grande impacto em dois campos da física atual: a computação técnica e a nanotecnologia.
''Pessoalmente é uma grande satisfação e internacionalmente espero que estes prêmios ajudem as mulheres a entender que a ciência é uma verdadeira opção profissional, na qual o sexo e o país de origem não são determinantes'', disse a cientista. O dinheiro do prêmio ela usará ''na pesquisa e para fazer viagens de trabalho'' que atualmente não pode fazer por falta de recursos.
Doutorada nos Estados Unidos e primeira física titular da Academia Brasileira de Ciências, Koiller, que é casada e mãe de um filho, é pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico desde 1985.
Além da premiação, criada em 1998, a Unesco e a L'Oreal, que prorrogaram o acordo de colaboração por mais cinco anos, concederam quinze bolsas de US$ 20 mil cada uma a jovens cientistas. Entre elas está outra brasileira, Michelle Lucinda de Oliveira, por sua pesquisa dos cânceres hepáticos, sobretudo a relação entre o ressecamento do fígado e o desenvolvimento de metástase.


