Brasileira que mentiu terá de deixar o país
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Luciana Coelho<br> Folhapress 
Genebra, Suíça - A brasileira Paula Oliveira, condenada em dezembro último por ''confundir'' a Justiça suíça ao dizer que fora agredida por skinheads dez meses antes, terá de deixar o país até o final deste mês, quando expira sua licença para viver na Suíça. A solicitação da advogada para renovar a permissão de estadia foi negada pelas autoridades de Zurique.
Paula, 27 anos, foi demitida do escritório de advocacia em que trabalhava após vir à tona a notícia de que ela havia inventado o episódio de agressão. Sem emprego, ela não tem base para solicitar a extensão do visto permanente.
Em fevereiro do ano passado, a brasileira foi à polícia dizer que havia sido espancada em uma estação de trem de Zurique por um suposto trio de neonazistas que lhe inscrevera a canivete no corpo a sigla de um partido nacionalista. Afirmara também que, por conta da agressão, sofrera um aborto.
Exames clínicos, no entanto, provaram que ela não estava grávida, e dias depois, a própria Paula confessaria que mentiu.


