A desenhista de moda Claudine de Matos, de 23 anos, nascida nos Estados Unidos de pai brasileiro, está presa desde o dia 1º aguardando julgamento, acusada de integrar uma quadrilha que produzia GHB num laboratório no bairro do Queens, vendendo o produto pela Internet. O caso dela é o primeiro desde que a ‘‘droga do estupro’’ foi proibida, em fevereiro.
Claudine foi presa em seu apartamento da Rua 34, em companhia do namorado americano, John Goetz, de 28 anos, a quem a polícia acusa de ser o chefe da operação, que envolve outros dois americanos, Scott Ansaldi e Mitchel Dufalno. Segundo o advogado de Claudine, ela apenas desenhou o website da empresa. Ela responderá o processo em liberdade.
De família rica, Claudine poderá depositar fiança assim que a Justiça determinar o valor, o que ainda não aconteceu. Segundo o promotor Joseph Conway, o grupo estava usando 18 sites para oferecer GHB como estimulante erótico, fazendo entregas por correio. Uma dose do elixir caseiro é vendida por US$ 25 em clubes noturnos nova-iorquinos. No Brasil, o produto é vendido livremente em academias, como redutor de gordura.
O GHB é um líquido incolor, insosso e inodoro. Uma dose, adicionada na bebida de mulheres sem que elas percebam, inicialmente provoca euforia, mas depois de algum tempo produz sono profundo, sem que a pessoa lembre o que aconteceu. Surgiu em 1990 e já causou 58 mortes. Pode ser feito a partir de produtos de limpeza, polidores de móveis e removedores de tintas.

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