Brasileira acusada de matar milionário em Madri
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quinta-feira, 27 de março de 2008
Folhapress 
São Paulo- Uma brasileira de 24 anos foi presa ontem em Madri acusada de matar a facadas um milionário de 82 anos de origem iraniana radicado na Espanha. A polícia espanhola suspeita que Edislane T. A., cujo sobrenome não foi revelado, tenha distúrbios psiquiátricos.
Ainda não há motivos para explicar o crime, que ocorreu no último dia 19, diz a polícia. Na sexta passada, dois dias após o assassinato, Edislane foi vista numa loja de um shopping no mesmo bairro da vítima comprando um jogo de facas.
Segundo o vendedor que a atendeu, ela estava nervosa e dizia coisas sem sentido. Na saída do lugar, teria ameaçado um cliente com uma das facas. O vendedor disse ter chamado a polícia, e as imagens do circuito interno do shopping foram confrontadas com o retrato falado, que ajudou a ligar os dois casos: morena, magra, de cabelos longos e 1,70 m. A polícia afirma que
Edislane está ilegal na Espanha e que já foi presa por tentativa de agressão.
O milionário Manuchehr Farlanghi, refugiado político desde a Revolução Islâmica do Irã, em 1979, era dono de uma das mais caras e prestigiosas escolas de Madri, a ICS (International College Spain), e vivia na região de La Moraleja, uma das mais luxuosas da capital espanhola. Na ICS onde estudam filhos de empresários ricos, de diplomatas e de jogadores de futebol do Real Madrid.
Faca cravada
Farlanghi foi morto na porta de casa, ao receber facadas no abdômen quando atendeu à porta. O milionário foi levado ao hospital com a arma do crime ainda cravada no ventre e morreu algumas horas depois.
Segundo policiais da delegacia de homicídios de Madri, ele e a mulher estavam a sós em casa quando bateram à porta. Vizinhos disseram ter visto uma mulher sair correndo e ajudaram a elaborar o retrato falado da suspeita. Segundo os policiais espanhóis, o crime já estaria esclarecido com a reconstituição. A brasileira foi vista fugindo a pé, e no caminho teria jogado fora um casaco de frio e um par de óculos, já encontrados. Impressões digitais e marcas de sangue serão usadas como provas para incriminá-la.


