Brasil vai se opor a ação militar
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de setembro de 2001
Denise Chrispim Marin<BR>De Brasília, DF 
O governo brasileiro vai se opor ao apoio militar dos países da Organização dos Estados Americanos (OEA) aos Estados Unidos, em caso de conflito direto desse país com o Afeganistão. Também vai vetar qualquer sugestão que possa ser apresentada na reunião do Conselho Permanente da OEA, marcada para amanhã, em Washington, em favor da ação americana de combate a possíveis focos terroristas localizados nos territórios dos países da organização.
Com isso, o Brasil quer deixar clara sua disposição de colaborar com os EUA em um plano mais diplomático que militar. Ou seja, poderá até mesmo apoiar o ataque americano ao Afeganistão, mas nunca participar dele. Também manterá salvaguardas contra as iniciativas americanas de enviar tropas aos países latino-americanos para o combate a atividades ilícitas. A posição tradicional do governo será mais uma vez repetida: questões internas são da competência dos próprios países.
Para o governo, seu sinal de solidariedade foi apresentado e notado pelos Estados Unidos já que é um pedido ao Conselho Permanente da OEA a convocação dos países membros do Órgão de Consulta do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), que prevê que um ataque contra um dos países da organização significa uma agressão a todos os seus membros.


