Brasil terá que aumentar fiscalização
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sexta-feira, 22 de outubro de 2004
Agência Folha 
O grupo ambientalista internacional Greenpeace comemorou a aprovação pelo parlamento russo do Protocolo de Kyoto. Para o diretor das campanhas do Greenpeace, Marcelo Furtado, agora o Brasil precisa ser mais ativo em políticas contra desmatamento. ''Agora que o protocolo entrará em vigência legal no mundo, o Brasil tem a obrigação junto à população brasileira de desenvolver uma política para mudanças climáticas que vise efetivamente coibir o desmatamento e eliminar as emissões de gases de efeito estufa'', disse Furtado. ''É fundamental que o país, membro do tratado, promova um aumento da participação das energias renováveis na sua matriz energética'', acrescentou.
Na avaliação do Greenpeace, para evitar os piores impactos do aquecimento global - como mortes e deslocamentos de pessoas, perda de espécies de animais e plantas, destruição de habitats e eclosão de guerras entre as nações - é necessário que até 2020 as emissões de gases de efeito estufa sejam reduzidas aos níveis de 1990.
Em seguida, segundo o grupo ambientalista, é preciso reduzir esse número à metade até meados do século 21. Segundo o Greenpeace, é necessário que as reduções sejam, no mínimo, de até 30% dos níveis de 1990 (que é o ''ano base'' do Protocolo de Kyoto) até 2020 pelos países industrializados, com a meta mínima de 75% de reduções até a metade do século. O grande desafio agora, de acordo com o Greenpeace, é trazer os EUA de volta ao esforço de proteger o planeta contra as mudanças climáticas.


