Buenos Aires - O ex-ministro da Defesa José Viegas desembarcou ontem na capital argentina, como enviado especial do Planalto, para tentar dialogar com o chanceler Rafael Bielsa sobre as aspirações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o Brasil ocupe uma eventual vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.
  A proposta de um lugar perpétuo na ONU para o país vizinho causa urticária nos integrantes do governo do presidente Néstor Kirchner. O próprio ‘‘El Pingüino’’ (O Pingüim), como é conhecido popularmente, considera que a hipotética presença do Brasil no Conselho da ONU aumentaria de forma significativa o protagonismo do governo Lula na região.
  Recentemente, o vice-chanceler argentino, Jorge Taiana, sustentou que a criação de uma vaga permanente – que poderia ser ocupada pelo Brasil – criaria ‘‘um fator adicional de instabilidade na região’’. Segundo Taiana a cadeira permanente ‘‘alteraria de forma desnecessária os equilíbrios regionais ao estabelecer hegemonias que hoje em dia não existem’’. O primeiro a realizar uma cruzada anti-brasileira foi o ex-presidente Carlos Menem (1989-99).

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