Washington, EUA - A delegação brasileira elevou o tom da discussão sobre aquecimento global no encontro sobre o tema convocado por George W. Bush. ‘‘A maior parte do mundo espera dos EUA um engajamento total nos esforços que todos estão fazendo para reduzir as emissões’’, disse o embaixador Everton Vieira Vargas, referindo-se à emissão de gases-estufa.
  Anteontem, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, havia dito que seu país está preparado para expandir a liderança na questão. A declaração foi um avanço em relação às palavras de Bush em 2001, quando o presidente havia dito que não ratificaria o Protocolo de Kyoto pois o tratado poderia prejudicar a ‘‘economia e os empregos dos americanos’’.
  Ainda assim, não convenceu todos os delegados dos países mais poluidores do mundo, que participavam em Washington da reunião intitulada ‘‘Encontro das Principais Economias sobre Segurança Energética e Mudança Climática’’. ‘‘Nós preferiríamos que os Estados Unidos fossem muito mais proativos nos compromissos’’, disse o diplomata brasileiro. ‘‘Você consegue a liderança quando você faz acordos.’’
  Pela manhã, George W. Bush havia feito um discurso em que lançou duas iniciativas: a criação de um fundo internacional de tecnologia limpa para ajudar países
em desenvolvimento e
aquilo que o líder americano chamou de ‘‘livre comércio global de tecnologia energética’’, que prevê a eliminação de barreiras tarifárias e não-tarifárias para bens e serviços de energia limpa.

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