Nova York - O Brasil se absteve na votação, na noite de anteontem, por um comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) de uma resolução expressando ‘‘preocupação profunda com as recorrentes violações dos direitos humanos’’ no Irã. A resolução, aprovada no comitê de direitos humanos da Assembleia Geral, foi patrocinada por 42 países liderados pelo Canadá. O texto condena, ‘‘entre outros [casos], a tortura, a alta incidência de aplicação de pena de morte.
  Ao defender a proposta, John McNee, representante canadense na instituição, afirmou que ‘‘apedrejamentos, chibatadas, amputações, execuções de adolescentes, execuções por estrangulamento e discriminação contra mulheres e minorias não podem ser ignorados’’. Neste ano, o caso da iraniana Sakineh Ashtiani, acusada de adultério e de coautoria no assassinato de seu marido, ganhou repercussão mundial. Ela foi condenada em 2006 à morte por apedrejamento e aguarda decisão presa.

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