Brasil próximo da Coréia do Norte
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de janeiro de 2001
Tânia Monteiro Agência Estado De Seul 
O Brasil poderá restabelecer relações diplomáticas com a Coréia do Norte. Para isso, é preciso que os norte-coreanos se comprometam a só utilizar energia nuclear para fins pacíficos. Amanhã, o presidente Fernando Henrique Cardoso, que se encontra em visita oficial de três dias à Coréia do Sul, irá visitar a fronteira dos dois países e a zona de desmilitarização, último reduto da Guerra Fria.
No discurso que fará depois de visitar a torre de observação Dora Op e Panmunjon (prédio ocupado alternadamente pelas administrações das Coréias do Sul de do Norte) o presidente Fernando Henrique reforçará a intenção do governo brasileiro de restabelecer laços políticos e econômicos, mas sempre condicionando à possibilidade de não ocorrerem mais testes nucleares.
Fernando Henrique elogiou a atitude do presidente sul-coreano, Kim Dae-Jung, que foi Prêmio Nobel da Paz, pelo seu esforço em ampliar o relacionamento entre as duas Coréias. Eu irei visitar a fronteira, que é um gesto de apoio à política de aproximação do presidente (Dae-Jung), que é a nossa política, uma política de paz. E a Coréia simboliza isso hoje, disse o presidente brasileiro.
O presidente brasileiro também assinará acordos de cooperação científica, tecnológica e nuclear. O presidente visitará o Instituto de Ciência e Tecnologia Coreano, e discutirá o fundo bilateral de cooperação nesta área, criado em abril do ano passado, que envolverá recursos de US$ 10 milhões.


