Brasil piora no ranking de países mais corruptos
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terça-feira, 18 de outubro de 2005
France Presse 
Londres - A corrupção se estende em grande escala em 70 países e continua representando uma ameaça para o desenvolvimento, afirmou ontem em Londres a organização Transparência Internacional (TI), que divulgou seu relatório anual sobre o tema.
No Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2005, que engloba os três últimos anos, a avaliação do Brasil caiu de 3,9 para 3,7 (a nota pode chegar a 10). Com isso, o país passou da 59 para 62 posição, sendo superado por países como Belize, Tailândia, Trinidad e Tobago e Chile, entre outros, mas à frente da Argentina, por exemplo. Como a análise começou a ser concluída em junho, os recentes escândalos que abalaram o governo Lula tiveram pouca influência no resultado.
A corrupção, que, segundo o estudo, atinge 70 países no mundo, representa ''uma ameaça para o desenvolvimento'' e constitui ''uma das principais causas da pobreza'', enfatiza a ONG. O estudo divulgado pela organização tem como meta incentivar uma campanha internacional contra este flagelo.
O estudo, que examina mais de 150 países, destaca que a corrupção ''não é uma catástrofe natural'', como as que afetam periodicamente o mundo. ''A corrupção constitui o roubo frio e calculado das oportunidades dos homens, mulheres e crianças menos capazes de protegerem a si mesmos'', declarou David Nussbaum, diretor executivo da TI, organização com sede em Berlim.
Na América Latina, o Chile é o melhor colocado, na 21 posição do IPC. A Costa Rica aparece no 51º lugar, junto com El Salvador. Espanha ocupa o posto 23, a Colômbia o 55, Cuba o 59, e México, Panamá e Peru estão na 65 colocação.
O índice da Argentina (97), Nicarágua (107), e Bolívia, Equador e Guatemala (117) revela que são países fortemente afetados pela corrupção. Na classificação, Chade e Bangladesh são os últimos em cumprimento à transparência, na posição 158, com uma nota de 1,7. São precedidos pelo já mencionado Haiti, Mianmar e Turcomenistão, os três empatados na 155 posição (1,8).
O primeiro colocado menos corrupto é a Islândia, com um índice de 9,7, seguido de Finlândia e Nova Zelândia (9,6). Outros destaques são Dinamarca (9,5), Cingapura (9,4) e Suécia (9,2).


