Brasil pede reunião na ONU
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
Folhapress 
Nova York - Após reunião com membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) na sede da missão brasileira em Nova York, o Brasil enviou ontem uma carta ao Conselho de Segurança da ONU. O país solicitou a realização de uma reunião do órgão para garantir a segurança do presidente deposto, Manuel Zelaya, da embaixada brasileira em Honduras e de seus funcionários. Antes disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a jornalistas que as partes devem encontrar uma saída negociada para o impasse.
Antes da reunião, o chanceler Celso Amorim disse que a medida é uma precaução depois que o governo interino cortou luz, água e determinou toque de recolher na cidade. Isso (a situação) é extremamente grave. Nós estamos numa situação peculiar porque estamos lidando com um governo que não é reconhecido pela comunidade internacional, disse Amorim.
O Brasil procurou a Cruz Vermelha, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud) e a embaixada americana para medidas práticas de auxílio ao pessoal que está na embaixada, como fornecimento de alimentação. Não haverá um ataque à embaixada brasileira, isso seria uma grosseria incrível. Nem os regimes mais ditatoriais do mundo, em momentos semelhantes, atacaram embaixadas. Isso não seria nem prova só de que o governo é ilegítimo, isso seria prova de selvageria em termos internacionais, que mesmo esse governo não vai fazer, disse Amorim.
Em entrevista ontem, o presidente Lula disse ser a favor de uma saída negociada para o conflito. Lula conversou com Zelaya na manhã de ontem e o aconselhou a evitar qualquer gesto que possa servir de pretexto para uma reação do governo interino.


