Brasil pede que conselho da ONU avalie a crise
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Folhapress 
Brasília - O governo brasileiro quer que o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúna para discutir ajuda ao Haiti após as eleições presidenciais do dia 7 passado.
De acordo com o Itamaraty, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, telefonou domingo para o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) para tratar de vários assuntos, e ele aproveitou o telefonema para propor que o caso do Haiti fosse levado ao Conselho de Segurança. Rice teria dito que vai examinar a proposta.
O ministro, porém, não foi específico sobre que tipo de proposta levar ao Conselho de Segurança. Como Reino Unido, França, Rússia e China, os Estados Unidos são os membros permanentes do conselho, todos com direito a veto e, portanto, com forte influência na pauta da organização.
O governo brasileiro defende maior empenho da comunidade internacional para que a solução dos conflitos no Haiti passe por ajuda econômica e projetos de desenvolvimento social.
''É uma situação de desafio para os próprios haitianos, e não podemos fazer pelo Haiti o que eles não puderam fazer por eles próprios. O que podemos fazer é viabilizar o que eles quiserem fazer e, nesse caso, encontrar uma solução pelo diálogo, respeitando as leis e terminando adequadamente a contagem dos votos'', disse Amorim com relação à tensão no Haiti por causa do resultado das eleições até ontem, a indefinição sobre se haveria ou não segundo turno permanecia. Para o ministro, o Haiti precisa manter ''firmeza e prudência'' para superar a violência.
A possibilidade de que haja segundo turno, em lugar da esperada vitória do favorito René Préval, provocou uma nova onda de protestos e violência no país. Préval é aliado do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide.


