Brasil não enviará tropas ao Iraque
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segunda-feira, 04 de agosto de 2003
France Presse 
Montevidéu O Brasil descarta a possibilidade de integrar um eventual contingente militar multilateral no Iraque, disse à AFP o chanceler brasileiro, Celso Amorim.
''No momento, o Brasil não pensa em nada disso'', disse Amorim à AFP. ''Não existe nenhum marco jurídico para enviar tropas ao Iraque'', disse o ministro das Relações Exteriores brasileiro à margem de uma reunião de chanceleres do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e da Comunidade Andina de Nações (CAN, Bolívia, Peru, Venezuela, Equador e Colômbia) em Montevidéu.
O chanceler argentino, Rafael Bielsa, disse no domingo que planeja enviar ''uma carta ao secretário de Estado americano, Collin Powell, com algumas idéias para uma nova resolução das Nações Unidas, com vistas ao envio de contingentes (multilaterais) ao Iraque para ajudar na manutenção da paz''.
''Como falamos ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, poderíamos mandar especialistas de reconstrução institucional e forças de segurança. Porém, ele me disse que é muito difícil responder porque não está claro sob qual comando os oficiais ficariam'', disse o chanceler.
Ao ser perguntado sobre a possibilidade de Argentina, Brasil e Chile promoverem o envio de tropas de forma conjunta ao Iraque, o chanceler argentino respondeu: ''Nunca se tocou nesse tema''.
Debate na ONU O Conselho de Segurança das Nações Unidas pode debater esta semana a situação do Iraque a pedido dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, informou ontem o embaixador da Síria, que preside a instância este mês.
Mikhal Wehbe precisou que ''a data do debate não foi fixada'', mas ''pode ser no fim da semana, provavelmente quinta-feira ou sexta-feira''.
O diplomata sírio precisou que Estados Unidos e Grã-Bretanha apresentaram a proposta durante consultas a portas fechadas na manhã de ontem, invocando a resolução 1483 (2003) do Conselho de Segurança, que definiu o papel da ONU no Iraque ocupado pela forças anglo-americanas.
Ataques Cinco soldados americanos e um intérprete iraquiano foram feridos ontem, em Bagdá, em dois ataques, informou um porta-voz militar americano.


