Brasil, maior país católico do mundo, reza
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sexta-feira, 01 de abril de 2005
Uncas Fernandez<br> France Presse 
São Paulo - O Brasil, maior país católico do mundo, que o Papa João Paulo II visitou quatro vezes, rezava ontem a pedido do Conselho Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ''para que Deus ajude e acolha'' o Sumo Pontífice. ''Acompanhamos com preocupação e orações'' a evolução da saúde do Papa, declarou o secretário-geral do CNBB, Monsenhor Odilo Pedro Scherer.
O cardeal Cláudio Hummes, arcebispo metropolitano de São Paulo apontado como um dos possíveis sucessores do Papa, presidiu ontem à tarde na catedral a celebração eucarística para João Paulo II. ''O Papa tem muito carinho pelo Brasil, e nós, os brasileiros, também sentimos um grande carinho por ele'', declarou Hummes.
''Por isso, peço a todos, e aos fiéis em particular, que rezem pela saúde de João Paulo II'', prosseguiu o arcebispo. Dias atrás, o cardeal Hummes se referiu à provável morte do Papa e desmentiu as especulações sobre o peso que poderia ter o Opus Dei na hora de designar um sucessor.
O Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida, no Vale do Paraíba em São Paulo vai dedicar as 13 missas deste fim de semana ao papa João Paulo II. Desde a internação do Pontífice, as orações se intensificaram na Basílica.
Os cardeais, que se reúnem para eleger o Sumo Pontífice estão ''sob juramento, diante de Deus'', e ''seu dever é escolher o homem que seja o melhor para o bem da Igreja e do mundo'', havia acrescentado Hummes, de 70 anos. ''Existem diversas tendências na Igreja, e não somente o Opus Dei. Todas elas têm sua força'', minimizou então o prelado.
O Papa viajou quatro vezes ao Brasil. A primeira entre os dias 30 de junho e 12 de julho de 1980, a segunda em junho de 1982, a terceira de 12 a 21 de outubro de 1991 e a última entre os dias 2 e 5 de outubro de 1997. O Brasil é considerado o país com o maior número de católicos do mundo, com 125 milhões de fiéis, ou seja, 74% da população em 2000 (contra 89% em 1980), segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
No entanto, somente 12% dos fiéis se declaram praticantes. Além disso, a Igreja Católica perdeu peso frente às diferentes seitas evangélicas que se desenvolveram no Brasil nestes últimos anos, e que passaram de 6,6% da população em 1980 a 15,4% em 2000. As pessoas que se declaram sem religião passaram de 1,6% em 1980 a 7,4% em 2000.


