Genebra - O Brasil, junto com outros países latino-americanos, europeus, africanos e a China, pediu ontem aos 192 membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) que desenvolvam tratamentos contra a Aids aplicando melhor as regras que garantem acesso fácil aos medicamentos baratos.
No total, 36 países apresentaram um projeto de resolução na assembléia da OMS apoiando as reivindicações do diretor-geral da agência da ONU, Lee Jong-wook, de facilitar o acesso aos medicamentos contra a doença. No mundo inteiro, dos seis milhões de vítimas da Aids que precisam urgentemente de um tratamento, apenas 400 mil recebem cuidados médicos. A OMS já anunciou a intenção de conseguir que três milhões de pessoas sejam tratadas nos países pobres até 2005.
O projeto pede aos países membros que ''utilizem plenamente as possibilidades'' incluídas no acordo sobre propriedade intelectual da Organização Mundial do Comércio (OMC), o que permite aos países não aplicarem a legislação sobre as patentes quando se trata de enfrentar problemas como a Aids.
No entanto, os Estados Unidos já manifestaram seu desacordo em relação ao sistema da OMS, que reduz o custo e o tempo de aprovação nas instâncias da regulamentação nacional.

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