O Brasil deseja que os 34 países do continente americano decidam em bloco sua postura ante os atentados ocorridos nos Estados Unidos, durante a reunião do Conselho permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), na próxima quarta-feira, em Washington, informou o chanceler brasileiro Celso Lafer.

Segundo Lafer, o governo norte-americano agradeceu a iniciativa brasileira. O chanceler também reiterou que o Brasil não está analisando o uso de seu Exército para ajudar os Estados Unidos em uma possível resposta. ''Não se estuda o envio de tropas brasileiras em nenhum tipo de ação. Já disse e repito: não estamos trabalhando com hipóteses que envolvam o uso de tropas'', afirmou Lafer.

Segundo o chanceler, até o momento não existem informações sobre a organização ou apoio por parte de um país a estes atentados. ''As Américas devem apresentar uma premissa jurídica ante os atentados'', declarou Lafer, que explicou que para as autoridades brasileiras essa premissa está no Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), adotado em 1947.

O documento afirma que ''um ataque armado contra um estado americano será considerado como um ataque a todos os estados americanos e como consequência, cada uma das partes contratantes se compromete a ajudar e participar na resposta, em exercício da legítima defesa individual e coletiva''.

O tratado também ressalta que caso a ''soberania'' ou ''independência'' de qualquer Estado seja afetada, os países do continente se reunirão para decidir quais medidas serão tomadas.

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