A ''excepcional gravidade'' dos atentados terroristas nos Estados Unidos ''justifica o recurso a nosso mecanismo hemisférico de segurança coletiva'', disse ontem em Washington o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Lafer. ''Em 1962 o TIAR (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca) foi invocado para manter fora do hemisfério a ameaça dos mísseis soviéticos baseados em Cuba. Agora a ameaça contra a qual estamos unidos é o terrorismo internacional'', advertiu. O Brasil invocou os mecanismos do TIAR em seguida aos atentados terroristas de 11 de setembro.
Lafer, ao justificar a posição do Brasil, disse que o TIAR dá a legitimidade jurídica para que ''cada um de nossos países, dentro de suas capacidades e meios, encontre a melhor forma de contribuir para o esforço comum de lutar contra o terrorismo, seus responsáveis e os que lhe dão acolhida e patrocínio''.

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