Brasil condena ataque à democracia
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quinta-feira, 11 de março de 2004
Agência Folha 
Brasília- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou mensagens de pesar ao presidente do governo da Espanha, José María Aznar, e ao rei Juan Carlos, por conta dos atentados terroristas em Madri. ''O governo brasileiro repudia e condena veementemente os atentados que, além de constituírem atos covardes contra a vida humana, visaram atacar a democracia em seu país'', diz o texto encaminhado a Aznar.
Lula falou com Aznar por telefone, à tarde, e reiterou sua indignação com a violência e com a ''insanidade'' dos atos terroristas. Na mensagem ao rei Juan Carlos, ele afirmou: ''Nada pode justificar uma agressão que ceifou tantas vidas inocentes.'' E concluiu: ''Estou certo de que a Espanha oferecerá resposta exemplar à insensatez e ao ódio daqueles que recorrem à violência gratuita e indiscriminada.''
Em Brasília, os funcionários da embaixada espanhola planejam fazer hoje um minuto de silêncio, ao meio-dia, em homenagem às vítimas das explosões nos trens de Madri. O secretário especial dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, foi pessoalmente à embaixada levar uma nota de solidariedade. Por iniciativa da Polícia Militar do Distrito Federal, um carro com policiais reforçou a segurança do prédio.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que não há palavras para descrever o horror do episódio. ''É um ato brutal que desperta revolta e choque'', afirmou, ao encontrar-se com o secretário-geral da Comunidade Andina (CAN), Embaixador Allan Wagner Tizón, no Itamaraty. Tizón também repudiou os atentados.
Amorim conversou rapidamente por telefone com a chanceler da Espanha, Ana Palacio, a quem também enviou mensagem: ''Nesta triste oportunidade, reitero o compromisso do governo brasileiro de seguir instando a comunidade internacional a combater tenazmente todos os tipos de terrorismo.'' O ministro lembrou que Lula e Aznar assinaram, em novembro, o Plano de Parceria Estratégica Brasil-Espanha, pelo qual os dois governos se comprometem a somar esforços nos foros internacionais para erradicar o terrorismo.


