Brasil compra porta-aviões
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quinta-feira, 07 de setembro de 2000
France Press De Paris 
A venda do porta-aviões francês Foch para o Brasil, cujas negociações não terminaram totalmente, é um ato de cooperação maior entre os dois países, disse ontem o porta-voz do ministério francês da defesa, Jean Francois Bureau.
O porta-voz destacou que a França dá uma grande atenção ao assunto e que o Brasil deve se beneficiar de melhores condições para poder fazer o Foch funcionar. O país terá a garantia de abastecimento e a possibilidade de renovar peças de reposição do porta-aviões.
O porta-aviões Clemenceau, pode ser, o recurso em peças de reposição que já não são fabricadas, e que o Foch poderia precisar.
Cerca de 300 marinheiros brasileiros chegaram terça-feira a Toulon (sudeste da França) para conhecer o Foch, que será rebatizado de São Paulo. Entre os marinheiros brasileiros de toda patente está o futuro comandante do navio, Antonio Nigro.
O São Paulo substituirá o porta-aviões Minas Gerais, que o Brasil comprou da marinha britânica em 1956. Em 1999, a marinha brasileira comprou 23 aviões de combate de fabricação americana A-4M Skyhawk do Kuwait, que poderiam ser utilizados no porta-aviões francês.


