Brasil assume no Conselho de Segurança da ONU
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quarta-feira, 07 de janeiro de 2004
Alfons Luna <br>France Presse 
Nova York O Brasil participou ontem da primeira reunião como membro do Conselho de Segurança da ONU, com o olhar voltado para as questões africanas e a ambição de chegar a fazer parte da instância suprema da ONU, como membro permanente.
A primeira reunião do ano do Conselho, que serviu para estabelecer a agenda de janeiro sob a presidência rotativa mensal do Chile, durou pouco menos de uma hora e foi marcada pelo ingresso, por um período de dois anos, de cinco
países. Os novos membros são Brasil, Argélia, Filipinas, Benin e Romênia, que substituem México, Camarões, Bulgária, Síria e Paquistão.
''Para nós são muito importantes, além das questões óbvias, como Afeganistão e Iraque, as questões africanas, especialmente as da África Ocidental, que são muito próximas ao Brasil, muito próximas ao nosso coração'', explicou à imprensa o embaixador brasileiro Ronaldo Sardenberg no final do encontro.
''Vamos dar especial atenção a Guiné-Bissau'', precisou, em referência ao país africano lusófono, um dos mais pobres do mundo, que atravessa um período de instabilidade após o golpe de Estado de 17 de setembro passado.
Sardenberg também assegurou que vão trabalhar por ''manter uma presença significativa das Nações Unidas em Timor Leste'', o jovem país asiático de fala portuguesa no qual se planeja reduzir o contingente da ONU nos próximos meses.
Em geral, o embaixador, que representará o Brasil durante seu nono período no conselho desde que foi criada a ONU em 1945, considerou que este ano é ''um ano muito forte, com um temário complexo de mais de 30 questões''.
Interpelado a respeito, o embaixador chileno Heraldo MuÀoz disse que a substituição do México pelo Brasil não implica nenhum problema para Santiago. ''A relação entre Chile e Brasil é extremamente sólida (...), a relação e a coordenação entre as duas missões são excelentes'', afirmou MuÀoz.
Em princípio a América Latina não está na agenda deste mês.


