Nova York - Alemanha, Brasil, Índia e Japão, candidatos a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, renunciaram ontem à aspiração de ter direito de veto por pelo menos 15 anos depois da aprovação de seu ingresso no Conselho.
Estes países, que formam o chamado G4, apresentaram uma emenda nesse sentido ao projeto de resolução de 16 de maio, que previa a ampliação do Conselho principal órgão executivo da ONU para 25 membros. Atualmente, o conselho possui 15 membros.
A nova versão do texto, divulgada pela imprensa, é quase idêntica à anterior em relação à criação de seis novos assentos permanentes (em princípio, os membros do G4 e dois países africanos) e de quatro novos assentos rotativos. O documento reivindica o princípio do direito de veto para os futuros titulares dos novos assentos permanentes e diz que ''os novos membros deverão ter as mesmas responsabilidades e obrigações que os atuais''.
No entanto, acrescenta que os novos países ''não exercerão o direito de veto enquanto essa questão não for decidida''. A revisão poderá ser feita 15 anos depois da entrada em vigor do novo documento. Atualmente, apenas a China, os Estados Unidos, a França, o Reino Unido e a Rússia têm direito de veto no Conselho de Segurança.

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