Brasil ajuda no combate à Aids na África
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 18 de julho de 2000
France Presse De Maputo 
Os sete Estados membros da Comunidade dos Países de língua portuguesa (CPLP) querem desenvolver a cooperação para erradicar a pobreza e promover o desenvolvimento. Ao final de dois dias de reunião, em Maputo, da qual participou também o presidente brasileiro, Fernando Henrique Cardoso, o presidente da Comunidade e chefe de Estado moçambicano, Joaquim Chissano, explicou que essas nações assentaram, agora, uma base mais sólida para aplicar programas concretos em benefício de seus povos.
A cooperação começará imediatamente entre o Brasil que, por exemplo, aceitou partilhar suas experiências bem-sucedidas, relacionadas à prevenção e o tratamento da Aids, com os países lusófonos da África: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.
O Brasil oferece sua experiência assim como assistência técnica e medicamentos destinados a minimizar os efeitos imediatos da epidemia, anunciou durante o encontro o presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso.
A declaração final da conferência cita a luta contra a Aids e contra as outras causas de mortalidade nos países membros da CPLP como uma das condições intrínsecas ao desenvolvimento e à segurança.
Os participantes pressionam também em sua declaração os países industrializados para permitirem às nações em desenvolvimento adquirirem medicamentos básicos a preços acessíveis.
O presidente FHC informou que seu governo dedica somas importantes cerca de 500 milhões de dólares por ano aos programas de luta contra a Aids no Brasil.
Com este esforço, acrescentou, já colhemos alguns frutos: uma redução de 80% das infecções e um aumento considerável na expectativa de vida dos enfermos.
Tentaremos levar, portanto, esses resultados aos países da CPLP que têm taxa elevada de Aids, declarou o presidente brasileiro.
Durante a reunião foram eleitos a brasileira Dulce Pereira e Zeferino Martins (Moçambique) respectivamente como secretário executivo e vice-secretário da CPLP.
A CPLP, criada há sete anos, compreende Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.


