Saravejo - Os bósnios votaram ontem para renovar suas instituições centrais e regionais, em eleições consideradas cruciais porque escolheram o primeiro gabinete a dirigir o país sem a supervisão internacional desde o final da guerra, em 1995.
  O cargo de Alto Representante da Comunidade Internacional, que tem poderes para destituir deputados e impor leis na Bósnia, será desativado em junho de 2007.
  A votação foi encerrada nos 4.290 colégios eleitorais às 19h00 local (14h00 Brasília). Os primeiros resultados sobre a presidência tripartite do país seriam divulgados ontem às 19 horas de Brasília.
  No total, 2,7 milhões de eleitores foram convocados a eleger, para um mandato de quatro anos, um sérvio, um croata e um muçulmano para a presidência tripartite.
  Os bósnios também renovarão o Parlamento central e as Assembléias das duas grandes entidades autônomas, a Federação Croato-Muçulmana e República Srpska (RS, entidade sérvia).
  Os sérvios-bósnios elegeram ainda seu presidente, enquanto os croatas-muçulmanos votavam para os Parlamentos dos dez cantões que compõem sua entidade.
  Os partidos precisam obter no mínimo 3% dos votos para ter representação em qualquer um dos Parlamentos.
  Com 3,8 milhões de habitantes, a Bósnia é um dos países mais pobres da Europa, com taxa de desemprego de 31% da população.

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