Bósnia-Herzegoviana elege representantes sob pressão
France Presse
De Sarajevo
Os habitantes da Bósnia-Herzegovina participaram ontem de eleição para escolha de seus representantes municipais pela segunda vez desde o fim da guerra, pressionados pela comunidade internacional a erradicar o nacionalismo em benefício do caminho multiétnico.
Este pedido diz respeito particularmente à Federação Croato-muçulmana, onde o Partido da Ação Democrática (SDA), que controla 75 dos 76 municípios, reconhece a ameaça eleitoral do Partido Social Democrata (SDP). Na outra entidade da Bósnia, a República Srpska (RS, sérvia), os moderados temem, ao contrário, uma ascensão dos nacionalistas do Partido Democrata Sérvio (SDS).
O SDS obteve a maioria dos municípios nas eleições de 1997, as primeiras desde a guerra (1992-1995), mas retrocedeu frente aos moderados nas eleições gerais, um ano mais tarde. Segundo as pesquisas, o SDS se beneficiará com a má situação econômica da RS.
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que organiza as eleições, escolheu como lema de campanha a frase Vontade de mudança, o que provocou críticas dos partidos nacionalistas, que a acusaron de apoiar abertamente a oposição. Cerca de dois milhões e meios estão em condições de eleger mais de 3.000 vereadores nos 149 municípios que compõem a Bósnia-Herzegovina posterior à guerra.





