MOSCOU - O presidente russo, Boris Yeltsin, numa tentativa de mostrar que mantém o controle da Rússia apesar de problemas de saúde, rejeitou ontem pedidos feitos por adversários políticos para abrir mão de alguns de seus poderes e reiterou a oposição de Moscou à expansão da Otan.
O porta-voz do Kremlin, Serguei Yastrzhembsky, afirmou que Yeltsin, que completa hoje 66 anos, discutiu os assuntos em reuniões com o chefe da Casa Civil, Anatoly Chubais, e com o chanceler Yevgeny Primakov, numa residência nos arredores de Moscou.
Yastrzhembsky disse numa entrevista coletiva que Yeltsin, cujos problemas de saúde têm provocado temores sobre sua habilidade de governar a Rússia, se opôs a propostas de reformas na Constituição de 1993 para passar alguns de seus poderes para o parlamento e o governo.
‘‘O presidente não pode concordar com tais propostas’’, afirmou Yastrzhembsky. ‘‘Na sua opinião a constituição tem demonstrado que pode funcionar. Ela exerceu e ainda exerce um importante papel estabilizador na sociedade’’, acrescentou. ‘‘Temos de aprender a viver sob a atual Constituição, usar seu potencial e só depois disso seria possível decidir se é necessária qualquer mudança’’.
As reformas seriam para possibilitar a eleição indireta do presidente no futuro, reduzir os poderes do chefe de Estado e criar uma estrutura para facilitar sua substituição.

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