São Paulo- Os bombeiros resgataram ontem uma menina haitiana -com pouco mais de 20 dias de vida- que estava nos escombros havia uma semana, depois que o terremoto destruiu a sua casa, na cidade litorânea de Jacmel, no sudeste do Haiti.
O resgate do bebê foi feito pelo Corpo de Bombeiros de Bogotá. Os bombeiros deslocados para Jacmel, 40 quilômetros ao sul de Porto Príncipe, contaram com a colaboração de um grupo de busca francês e disseram que a menina, identificada como Elizabeth, se recupera de forma estável, em um hospital de campanha dos EUA.
A mãe do bebê explicou aos socorristas que no dia do terremoto o prédio desabou e ela foi jogada para fora, enquanto a menina ficou trancada em um dos quartos da casa. Elizabeth estava deitada em uma cama sobre a qual havia uma viga que bloqueou a queda total do telhado, deixando espaço para a menina respirar.
Os bombeiros consideraram que o caso de Elizabeth foi ''um milagre''. Também ontem, equipes de busca dos EUA, França e Turquia resgataram com vida uma jovem de 25 anos, Hoteline Losama, que passou 7 dias presa entre um refrigerador e um corpo. Ena Zizi, uma haitiana de 69 anos, foi retirada ontem com a ajuda de grupo de resgate mexicano, que localizou a anciã entre as ruínas da casa paroquial de Porto Príncipe, um prédio de três pavimentos construído ao lado da catedral.

Vítima brasileira
Ontem, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil confirmou que uma brasileira com cidadania europeia morreu no terremoto que devastou o Haiti no último dia 12. O número de vítimas brasileiras na tragédia sobe assim para 21 -18 militares e três civis.
Na sexta-feira passada, o ministro de Defesa, Nelson Jobim, declarou haver três civis brasileiros mortos no Haiti, ao desembarcar em Brasília de uma viagem ao Haiti. O governo brasileiro, contudo, não confirmava a informação.
Os outros dois civis são a médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, e o chefe-adjunto civil da missão da ONU, Luiz Carlos da Costa, cujo corpo foi encontrado no sábado.

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