Bombas no Iraque foram 'resposta'
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sexta-feira, 06 de setembro de 2002
Das Agências 
Caças americanos e britânicos atacaram ontem à noite um comando de defesa aérea e uma central de controle num campo militar localizado 285 km a sudoeste de Bagdá. Segundo os EUA, o bombardeio foi em resposta a um ataque iraquiano a aviões que estavam patrulhando a zona de exclusão aérea no sul do país. Esta teria sido a maior ofensiva ao país nos últimos quatro anos.
Informações iniciais de que até cem caças teriam participado da ação geraram temores de que o bombardeio fosse uma indicação do início próximo de uma ação militar de grande proporção contra o Iraque. O receio pela iminência de uma guerra provocou um forte aumento nos preços internacionais do petróleo, que atingiram seu pico neste ano.
As informações sobre o bombardeio, divulgadas pelo jornal britânico ''Daily Telegraph'', foram negadas pelos EUA. Segundo o general americano John Rosa, vice-diretor de operações do Comando Conjunto, foram usados na ação 12 caças, que jogaram 25 bombas. ''Fomos alvejados e respondemos'', disse Rosa. ''Temos feito isso nos últimos 11 anos e continuaremos fazendo.'' A zona de exclusão aérea foi imposta após o fim da Guerra do Golfo (1991) para impedir o sobrevôo de aviões iraquianos sobre essas regiões para proteger as minorias curda (norte) e xiita (sul) contra forças do governo.
O Iraque não reconhece as zonas. Somente neste ano, já houve cerca de 30 bombardeios semelhantes ao Iraque, mas, segundo fontes militares, este parecia ser o maior até agora.
A agência de notícias oficial do Iraque confirmou o bombardeio no oeste do país, mas disse que o alvo foram civis na cidade de Al Rutbah, próxima à fronteira com a Jordânia.


