Islamabad - Pelo menos 39 pessoas morreram e outras 100 ficaram feridas ontem em um atentado a bomba contra uma reunião de muçulmanos sunitas em Multan, no centro do Paquistão, segundo um novo balanço de vítimas fornecido pelas autoridades locais. ''O número de vítimas fatais é de pelo menos 39'', disse o doutor Imran Rafiq, médico-chefe do principal hospital de Multan (400 km ao sul de Islamabad), a grande cidade da província de Penjab.
Milhares de militantes sunitas estavam reunidos para rezar em Chowk Rasheedabad, no centro de Multan, quando ocorreu a explosão, por volta das 4h30 (20h30 de quarta-feira em Brasília), informou o policial. ''A multidão se dispersava ao amanhecer, após uma noite de sermões e preces, quando ocorreram as explosões. Uma das explosões foi provocada provavelmente por um carro-bomba'', disse Muhammed Yaseen.
''Houve pânico e caos enquanto tentávamos controlar a situação''. O ministro paquistanês da Informação, Sheikh Rashid, estimou que ''foi um ato terrorista brutal visando desestabilizar o Paquistão''.
Os sunitas se encontravam em Chowk Rasheedabad para lembrar o primeiro aniversário da morte do líder sunita Azam Tariq, fundador do grupo extremista ilegal Sipah-e-Sahaba Paquistão, que foi executado a tiros em 6 de outubro de 2003, na região de Islamabad.
As autoridades paquistanesas estimam que a rede terrorista Al-Qaeda, de Osama bin Laden, está instigando a tensão entre xiitas (15% da população) e sunitas (80%) no Paquistão para desestabilizar o país.

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