Quatro bombas explodiram na manhã de ontem em Jerusalém duas simultaneamente na hora do rush matinal e três pessoas ficaram levemente feridas.
A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), um grupo radical cujo líder foi assassinado num ataque de helicópteros israelenses na semana passada, assumiu responsabilidade pelas explosões.
Em retaliação, helicópteros israelenses dispararam diversos mísseis contra um prédio da segurança palestina em Dura, nas proximidades da cidade de Hebron, Cisjordânia. Dois integrantes das forças de segurança palestinas foram feridos, o prédio ficou muito danificado e três carros foram destruídos.
Em meio à violência, o ministro do Exterior israelense, Shimon Peres, disse que ainda estava trabalhando para definir data e local de uma possível reunião com o líder palestino Yasser Arafat a fim de debater discutirem um cessar-fogo. Falando à Rádio de Israel, Peres não descartou um encontro com Arafat numa conferência na Itália esta semana à qual os dois foram convidados.
Em Jerusalém, três das bombas explodiram dentro e ao redor da parte da cidade chamada Colina Francesa. Duas explosões ocorreram antes do amanhecer, e uma bomba colocada num carro foi detonada pouco antes das 8 da manhã, ferindo uma mulher e espalhando destroços pela rua.
A quarta bomba foi plantada na traseira de uma pick-up municipal na Colina Francesa, segundo a polícia. Um funcionário público, sem perceber o artefato, levou o veículo pela manhã para a vizinhança de Gilo, ao sul de Jerusalém, e a bomba explodiu pouco antes da 8 horas. Duas pessoas ficaram levemente feridas.
Num panfleto, a FPLP afirmou que seu braço armado que foi chamado de Brigada Abu Alí Mustafá - promoveu os ataques em retaliação ao assassinato da semana passada.
Também ontem, um israelense ficou gravemente ferido ao ser baleado enquanto dirigia seu veículo ao sul de Hebron. Ron Schechner seguia para o assentamento judeu de Yatir quando seu carro foi alvejado numa emboscada.

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