Bombas em Tel Aviv ferem treze pessoas
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sexta-feira, 10 de janeiro de 1997
Reuter 
TEL-AVIV - Pelo menos 13 pessoas ficaram feridas ontem à noite - 4 com gravidade - na explosão de duas bombas de pequena potência colocadas em latas de lixo perto da antiga estação central de ônibus de Tel-Aviv. O ministro israelense do Interior, Avigdor Kahalani, disse acreditar que os responsáveis pelo atentado foram guerrilheiros árabes, embora a imprensa israelense tenha especulado que podem ter sido apenas criminosos comuns.
Houve duas explosões, não das grandes, na Rua Neve Sheanan, afirmou Kahalani. Perguntado sobre se a polícia acredita que extremistas árabes possam estar por trás da ação, ele respondeu: É o que nós pensamos.
As explosões ocorreram com intervalo de alguns minutos, pouco antes das 20h30 (horário local). Foi um tremendo estrondo, um vendedor de sementes de girassol ficou ferido, disse uma testemunha. A polícia chegou cinco minutos depois e, enquanto os policiais estavam verificando as coisas, outra bomba explodiu e um deles ficou ferido. Outro policial também foi atingido. A área - no sul de Tel-Aviv, onde moram muitos trabalhadores estrangeiros - foi totalmente isolada e os feridos foram levados para o Hospital Ichilov.
Apesar da escalada da tensão e da estagnação do processo de paz entre árabes e israelenses nos últimos meses, não ocorriam atentados à bomba em cidades de Israel desde a onda de ataques de fevereiro e março, que deixou 63 mortos. Antes das explosões de ontem, o último ataque à bomba em Tel-Aviv tinha ocorrido a 4 de março, quando um suicida da organização fundamentalista Jihad Islâmica detonou explosivos que carregava junto ao corpo, matando 14 pessoas e ferindo dezenas. Na época, uma série de atentados terroristas foi um dos fatores da derrota do governo trabalhista, no pleito de maio.
Na semana passada, o soldado israelense Noam Friedman abriu fogo contra o mercado árabe em Hebron, ferindo cinco pessoas. Na ocasião, grupos islâmicos prometeram vingança.


