Bombas contra embaixadas em Caracas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 25 de fevereiro de 2003
Tibisay Soto<br>France Presse 
Caracas Dois explosivos foram detonados na madrugada de ontem nas sedes diplomáticas da Espanha e da Colômbia depois da polêmica entre o governo do presidente Hugo Chávez e destes países pela prisão do líder empresarial Carlos Fernández e sobre a questão do terrorismo. As explosões aconteceram perto das representações diplomáticas de ambos os países, em Caracas, danificando edifícios. Quatro feridos leves foi o saldo das explosões. informaram funcionários, testemunhas e uma das vítimas. Três pessoas ficaram feridas no consulado da Colômbia e uma na embaixada da Espanha. As explosões aconteceram em intervalos de quinze minutos: primeiro, às 2 horas locais perto da Embaixada da Espanha e depois a segunda perto do consulado da Colômbia, informou o prefeito Leopoldo López.
O vice-primeiro-ministro venezuelano Arevalo Mendez condenou os atentados e disse que nas próximas horas o governo de Caracas vai emitir um comunicado a respeito.
Na área da explosão, foram encontrados panfletos de apoio ao presidente Chávez, segundo o Ministério dos Assuntos Exteriores espanhol. O prefeito López, que faz parte da oposição ao presidente Hugo Chávez, disse que os autores do ataque perto da Embaixada da Espanha deixaram panfletos de uma desconhecida ''Fuerza Bolivariana de Liberación'' (Força Bolivariana de Libertação), supostamente partidária do governo de Chávez.
As explosões espalharam destroços nas estruturas de ambas as sedes diplomáticas e nos edifícios próximos, onde arrebentaram janelas. Os atentados acontecem depois da dura reação do presidente Chávez no domingo aos governos da Espanha e dos Estados Unidos por se pronunciarem contra a prisão na quarta-feira em Caracas do líder empresarial Carlos Fernández, e à Colômbia por declarações do ministro do Interior colombiano, Fernando LondoÀo, sobre o terrorismo.
Protesto A polícia do Estado de Zulia dispersou ontem, com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo uma manifestação na capital regional, Maracaibo (500 km ao oeste de Caracas), de opositores do govrno do presidente Hugo Chávez, informou a emissora Unión Radio.
Os manifestantes pediam a reintegração dos mais de 1.000 demitidos da empresa petroleira estatal PDVSA. Os funcionários foram dispensados depois de aderrem a uma greve organizada pela oposição, que durou dois meses, de dezembro a fevereiro, e que chegou a prejudicar essa indústria.


