Bombas assustam argentinos Manifestação lembrou ontem os 8 anos da explosão na Embaixada de Israel Associated Press De buenos Aires As frentes de duas escolas, uma delas pertencente à colônia armênia, foram danificadas ontem pela detonação de explosivos de baixo poder de destruição e diversos estabelecimentos públicos e privados receberam ameaças de bomba em Buenos Aires, informou a polícia. Não houve vítimas e nenhum grupo reivindicou a autoria dos atentados e ameaças. Os incidentes ocorreram exatamente oito anos depois de um carro bomba explodir em frente à Embaixada de Israel e deixar 22 mortos e quase 350 feridos. O ministro de Interior, Federico Storani não descartou a existência de um vínculo entre os ataques de ontem e os de 1992, manifestando ‘‘condenação, repúdio e preocupação’’. ‘‘Pode-se tomar como um ato de intimidação pelo aniversário do atentado’’, disse Storani a uma rádio. No entanto, ele esclareceu que ainda não há elementos que confirmem o vínculo. O ministro disse que devido a estes acontecimentos o governo resolveu reforçar a segurança nas escolas públicas e privadas. ‘‘Há medidas extraordinárias’’, garantiu. ‘‘Nada de alertas. Apenas o reforço da vigilância dos estabelecimentos escolares em geral, de todas as colônias’’, explicou. A polícia informou que um dos artefatos explodiu ontem de madrugada em frente à escola armênia San Gregorio, no bairro de Palermo, e o outro na escola John Kennedy, em Florencia Varela, cerca de 40 quilômetros ao sul. O atentado contra a Embaixada de Israel ainda não foi esclarecido. Em 1994, houve outro ataque contra a comunidade judaica. Na ocasião, um carro bomba explodiu em frente à Asociación Mutual Israelita Argentina (AMIA), provocando a morte de 86 pessoas e 200 feridos. O general retirado Juan Bautista Sasiain foi detido ontem sob acusações de sequestro de crianças nascidas em cativeiro durante a ditadura militar argentina. Com ele, já são mais de 10 os ex-militares processados.

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