Bombardeios americanos matam 139 afegãos
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segunda-feira, 19 de novembro de 2001
France Presse<br>de Islamabad 
Um total de 139 pessoas, a maioria civil, morreram no Afeganistão nos últimos dois dias de bombardeios, informou ontem a agência de notícias Afghan Islamic Press (AIP). Noventa e três pessoas morreram no leste do país e quarenta e seis, no sudeste, na região de Kandahar, segundo a AIP. A agência, com sede no Paquistão, afirmou que 30 pessoas morreram ontem nos bombardeios realizados antes do amanhecer na província de Nangarhar, no leste do país.
A AIP informou ainda que 62 pessoas, a maioria estudante de uma escola muçulmana, morreram na cidade de Khost, também no leste, entre sexta-feira à noite e sábado. Fontes militares americanas reconheceram que uma bomba guiada por laser lançada sobre a cidade apresentou um problema técnico e errou o alvo, caindo sobre uma mesquita.
Um total de 46 pessoas morreram na região de Kandahar (sudeste) entre a noite de sábado e a manhã de ontem. Segundo a AIP, aviões americanos bombardearam com insistência a região de Maywand, 70 quilômetros a oeste da cidade de Kandahar, reduto do taleban. Citando ''diferentes fontes'', a agência informou que 42 pessoas morreram em Maywand e quatro outras em distritos vizinhos. A maioria das vítimas dos bombardeios, que também atingiram a cidade de Kandahar, era nômade, acrescentou a agência.
Bin Laden Os Estados Unidos acreditam que Osama Bin Laden continua no Afeganistão, disse ontem, em entrevista à rede de Televisão Fox, o secretário de Estado americano Colin Powell. ''As informações sugerem que sua liberdade de movimento é muito reduzida, e não acredito que exista na região um país disposto a abrigá-lo'', disse. Colin Poweel lembrou que o objetivo político dos Estados Unidos é destruir a Al-Qaeda e neutralizar Osama Bin Laden.


