Bombardeio matou elite iraquiana, dizem EUA
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sábado, 09 de janeiro de 1999
Reuters 
Funcionários-chave do governo iraquiano e pelo menos 1.600 militares de elite do Iraque morreram nos bombardeios aéreos lançados de 16 a 18 de dezembro pelos EUA e Grã-Bretanha contra o país árabe, afirmou ontem o chefe do Estado-Maior Conjunto americano, general Henry Shelton.
Quando se examina alguns dos relatórios da inteligência que têm chegado, vê-se que vários indivíduos-chave que estavam bem na estrutura superior (do poder) não estão mais disponíveis para dar conselhos nem para liderar, afirmou o general num café da manhã com jornalistas em Washington. Sabemos quem protege o centro de gravidade e foi esse o alvo.
Shelton garantiu que o resultado da chamada Operação Raposa do Deserto foi muito melhor que o esperado e as baixas e os danos militares sofridos pelo Iraque abalaram o regime do ditador Saddam Hussein. Ele se negou a dar detalhes, mas disse que entre 600 e 1,6 mil integrantes da Guarda Especial Republicana foram mortos nos ataques aéreos. Já segundo o governo iraquiano, apenas 62 militares foram mortos.
Também ontem, o comandante das forças americanas no Golfo Pérsico, Anthony Zinni, disse numa entrevista coletiva que um sinal da preocupação de Saddam com o suposto enfraquecimento de seu poder foram as recentes execuções de oficiais no sul do Iraque. (Desde os bombardeios) temos visto execuções no sul, particularmente em uma divisão, que perdeu seu comandante e vários outros oficiais, afirmou, As execuções podem ainda estar em andamento.
Para Zinni, outro sinal do desespero de Saddam são as frequentes violações das zonas de exclusão aérea criadas pelos EUA e aliados no norte e no sul do Iraque para proteger as comunidades curda e xiita após a Guerra do Golfo, em 1991.
Num sinal de que não reduzirá a pressão para que o Iraque elimine seus arsenais de destruição em massa - principal condição para o fim do embargo econômico imposto ao país em 1990 -, a Grã-Bretanha informou que enviará no domingo o porta-aviões Invincible ao Golfo Pérsico.


