São Paulo - Dois jornalistas ocidentais morreram hoje na cidade de Homs, na Síria. Um centro de imprensa, que pertenceria a opositores do regime de Bashar al Assad, foi bombardeado.
As duas vítimas seriam a americana Marie Colvin, que trabalhava para o jornal britânico ''Sunday Times'', e o fotógrafo francês Remi Ochlik.
Ambos eram repórteres de guerra veteranos, tendo atuado no Oriente Médio e em outras regiões.
Colvin havia perdido um olho ao ser ferida quando cobria o conflito no Sri Lanka, em 2001. Após o acidente, ela usava um tapa-olhos em aparições públicas.
Uma testemunha disse que bombas atingiram a casa onde os jornalistas estavam, e um foguete os atingiu quando tentavam fugir do local.
Em 11 de janeiro, o francês Gilles Jacquier foi o primeiro jornalista ocidental morto na Síria desde o início da revolta popular contra o regime de Assad, há dez meses.
Jacquier também morreu em Homs, epicentro dos protestos na Síria, durante uma viagem autorizada pelo regime -que restringe drasticamente os deslocamentos dos jornalistas no país.
Na ocasião, nenhuma testemunha soube afirmar se o obus que o matou foi disparado pelos rebeldes ou pelo Exército sírio.
Na semana passada, o repórter do ''New York Times'' Anthony Shadid morreu após sofrer um ataque de asma, quando tentava chegar a uma área do país dominada pela oposição.

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