Bombardeio dos EUA mata 14 em Fallujah
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domingo, 18 de julho de 2004
Agencia Folha 
São Paulo - Quatorze pessoas morreram e outras três ficaram feridas nos ataques aéreos realizados ontem em Fallujah, 50 km oeste de Bagdá (capital), segundo um novo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde. A contagem anterior, fornecida pelo hospital de Fallujah, era de 11 mortos.
O ataque aéreo americano ocorrido ontem contra uma casa em Fallujah seria o último de uma série de ataques realizados na cidade contra supostos esconderijos de guerrilheiros e militantes estrangeiros. Testemunhas afirmaram que entre as vítimas havia mulheres e crianças.
Confirmado pelo Exército dos EUA, o bombardeio acontece um dia após o atentado contra o ministro da Justiça iraquiano, Malik Dohan al Hassan, em Bagdá. O ministro saiu ileso, mas cinco de seus guarda-costas morreram, de acordo com as últimas informações.
O Exército americano anunciou que os ataques tinham como alvos 25 pessoas suspeitas de ligação com a rede do terrorista jordaniano Abu Mussab al Zarqawi.
Várias vezes, nos últimos dois meses, os EUA lançaram ataques aéreos contra alvos em Fallujah. Eles acreditam que essas construções sejam esconderijos para militantes do líder terrorista jordaniano Abu Musab al Zarqawi (suposto braço-direito de Osama bin Laden).
Após uma onda de confrontos que surgiu em abril em Fallujah, os fuzileiros navais americanos saíram da cidade. Os conflitos deixaram centenas de civis iraquianos mortos, além de fazer do mês de abril o mais letal para as forças americanas desde o começo da ocupação, em 2003. Críticos da retirada americana afirmam que Fallujah, desde então, tornou-se um local apropriado para insurgentes e lutadores estrangeiros.
Em seus contínuos esforços para reprimir a revolta no Iraque, as forças americanas afirmaram ontem que prenderam um ex-comandante da Guarda Republicana, corpo de elite de Saddam Hussein, suspeito de planejar e financiar ataques no país.
Carros-bomba Na manhã ontem, dois carros-bomba que tinham como alvo a polícia explodiram em Tikrit (cidade natal de Saddam Hussein), matando dois policiais e ferindo outros cinco, informaram autoridades iraquianas.
Ontem, o grupo liderado por Al Zarqawi assumiu a autoria do atentado com carro-bomba contra o ministro da Justiça iraquiano, Malik Dohan al Hassan, que saiu ileso, embora quatro de seus guarda-costas tenham morrido, em Bagdá.
O texto, assinado pelo Jamaat al Tawhid e Jihad, disse que um voluntário de sua ''brigada dos mártires'' realizou o atentado contra o ''traidor'' Hassan.
A autenticidade do texto não pôde ser imediatamente comprovada, mas ele se parece com outros documentos divulgados pelo grupo em sites da internet.
levassem à prisão ou a condenação de Al Zarqawi.
Em outubro passado, Washington ofereceu US$ 5 milhões por informações que levassem à prisão ou a condenação de Al Zarqawi. Em fevereiro, aumentou a recompensa para US$ 10 milhões. No dia 1º deste mês, os EUA elevaram para US$ 25 milhões a recompensa.
Filipinos Os últimos integrantes do pequeno contigente filipino de policiais e militares no Iraque abandonarão o país hoje, anunciou a ministra das Relações Exteriores das Filipinas, Delia Albert.
A mudança na política externa filipina foi decidida na semana passada para salvar a vida do caminhoneiro Angelo de la Cruz, prisioneiro de rebeldes iraquianos que ameaçaram decapitá-lo se a presidente Gloria Arroyo não ordenasse a saída das tropas um mês antes do previsto.
O primeiro grupo do contingente de 51 membros abandonou o território iraquiano na sexta-feira.
A decisão filipina irritou os Estados Unidos e a Austrália, aliados na luta antiterrorista das Filipinas. Os dois países afirmaram que a saída do contingente filipino passaria uma mensagem equivocada, mostrando que as táticas terroristas são eficazes.


