São Paulo - O Exército de Israel intensificou os ataques à Faixa de Gaza nesta terça-feira, matando ao menos 85 palestinos. Um bombardeio atingiu a única usina elétrica de Gaza, que gera dois terços da energia local.
Fontes palestinas dizem que o ataque foi feito pelos israelenses, mas o Exército alega que não está claro quem foi o responsável.
O colapso da usina piorou a situação humanitária na região, que já era grave. A falta de eletricidade afeta a distribuição de água, pois a energia é necessária para o funcionamento das bombas.
O diretor da usina, Rafiq Maliha, disse que o conserto poderia demorar "meses ou um ano". Foram atingidos tanques de combustível e duas turbinas.
Antes disso, a rede elétrica já funcionava poucas horas por dia. O restante da energia local é fornecido por Israel, e a maioria das linhas responsáveis por fazer a transferência está danificada pelo conflito, que já dura 22 dias.
A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que a estrutura de Gaza está no limite. Mais de 200 mil pessoas estão abrigadas nas escolas e edifícios da organização. Eles evacuaram suas casas após receberem avisos de ataques.
O número de palestinos mortos desde o início da operação Margem Protetora ultrapassa os 1,2 mil - a maioria civis, segundo autoridades locais. Do lado israelense, morreram 53 soldados e três civis.
Israel intensificou os ataques após a morte de soldados na segunda. A destruição dos túneis usados pelo Hamas para guardar armamentos, esconder lideranças e realizar infiltrações em Israel é o principal objetivo da operação. O Exército diz que precisa de cerca de uma semana para terminar a destruição das passagens subterrâneas.

TRÉGUA
Um líder do braço armado do Hamas disse, em um pronunciamento, que o conflito continuará enquanto Israel mantiver o bloqueio a Gaza. O comunicado desmentiu a informação de que o Hamas aceitaria um cessar-fogo humanitário de 24 a 72 horas, passada à imprensa pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Israel, por sua vez, não aceita levantar o bloqueio caso os militantes de Gaza não sejam desarmados.
Nesta quarta, o governo israelense fará uma reunião para avaliar como seguirá a operação, que deverá ser longa, conforme já adiantou o premiê Binyamin Netanyahu. Enquanto isso, o Egito continua desenvolvendo uma proposta de cessar-fogo.

Imagem ilustrativa da imagem Bombardeio atinge única usina elétrica da Faixa de Gaza