Dilshika Jayamaha
Associated Press
De Colombo
Uma suposta rebelde tamil detonou explosivos colados em seu corpo nas proximidades do gabinete da primeira-ministra do Sri Lanka nesta quarta-feira, suicidando-se e matando outras 11 pessoas. Duas horas mais tarde, atiradores assassinaram um político pró-rebelde.
A premier Sirimavo Bandaranaike não estava no local quando ocorreu a explosão, apesar de ela ter uma reunião de rotina marcada para ontem, disse um assessor. Bandaranaike, de 82 anos, apresenta condição de saúde delicada e trabalha em casa na maior parte do tempo.
A polícia reforçou a segurança em torno do complexo e localizou a autora da atentado na rua. ‘‘Nosso pessoal achou seus movimentos suspeitos e tentou revistá-la quando ocorreu a explosão’’, disse o vice-inspetor geral de polícia Jagath Jayawardene.
Corpos mutilados e poças de sangue cobriam a rua enquanto policiais e soldados cobriam os cadáveres com pedaços de pano. Pelo menos quatro policiais estavam entre as seis pessoas com morte instantânea em decorrência da explosão, ocorrida pela manhã. Vinte e nove pessoas foram hospitalizadas e seis morreram mais tarde.
Nimal Sirisena, um segurança da embaixada russa, próxima ao gabinete da primeira-ministra, disse ter visto policiais tentando revistar a mulher que levava a bomba. ‘‘Ela resistia e, momentos depois, ouvi a grande explosão’’, disse Sirisena.
O ataque suicida desta quarta-feira foi o segundo ocorrido na capital do Sri Lanka em 18 dias. A Câmara de Defesa Nacional reuniu-se para discutir a questão.
A filha da primeira-ministra, a presidente Chandrika Kumaratunga, sofreu um grave ferimento no olho em 18 de dezembro, quando uma suicida, supostamente uma rebelde tamil, explodiu uma bomba em um comício eleitoral, deixando 23 mortos e mais de 100 feridos.
Horas após o ataque de ontem, atiradores em duas motocicletas assassinaram o político pró-rebelde Kumar Ponnambalam, quando ele dirigia por um bairro tamil. Ponnambalam, de 60 anos, concorreu à presidência em 1982 e ocasionalmente representava os Tigres do Tamil em processos contra o governo relacionados aos direitos humanos.