Dezoito pessoas morreram (segundo dados não oficiais e 15, de acordo com as autoridades, o que inclui o terrorista) e quase 80 ficaram feridas em um atentado suicida, ontem, no centro de Jerusalém. Ao que tudo indica, um suicida palestino entrou em uma pizzaria da rede Sbarro no centro da cidade, na esquina da Rua George com a Avenida Jaffa, e ativou os explosivos que levava, contendo pregos, indicou à rádio um responsável pela polícia israelense.
Este foi o atentado mais grave em Jerusalém desde o início da nova Intifada, há 10 meses. A área em torno da pizzaria foi interditada pelas forças de segurança. Peritos procuravam outros possíveis explosivos, enquanto os feridos eram retirados do local. A televisão mostrou imagens de pessoas ensanguentadas na calçada, em meio a pedaços de vidro. Na pizzaria, cuja parte da frente ficou destruída, clientes eram vistos no chão, em meio a mesas e cadeiras.
Em Amã, um interlocutor anônimo reivindicou, em nome da Jihad Islâmica, o atentado. Entretanto, o movimento integrista palestino Hamas reivindicou, em um comunicado divulgado em Nablus, o atentado suicida de Jerusalém, negando que tivesse sido ato de outra organização radical, a Jihad islâmica. O Hamas assinalou que Ezzedin Churel al-Masri morreu junto aos israelenses quando detonou a potente bomba de fragmentos numa pizzaria repleta na hora do almoço.
‘‘Israel tem que reagir ao atentado’’, declarou o ministro israelense das Comunicações, Reuven Rivlin, na TV pública israelense. Já o ministro palestino da Informação, Yasser Abed Rabbo, atribuiu ao premier de Israel a responsabilidade pelo ataque.
Há várias semanas, as forças de segurança israelenses estavam em estado de alerta, temendo uma resposta palestina às recentes operações de assassinatos seletivos contra ativistas palestinos acusados de ‘‘terrorismo’’.
RepresáliaO minigabinete de segurança israelense aprovou na noite de ontem uma resposta armada contra alvos palestinos depois do atentado suicida cometido em Jerusalém, informaram fontes políticas. A decisão foi tomada depois de uma análise das propostas dos comandantes do exército, apesar da oposição do ministro israelense das Relações Exteriores, Shimon Peres.

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