PEQUIM - Pelo menos três pessoas morreram e 30 ficaram feridas ontem em Pequim quando uma bomba explodiu no interior de um ônibus, durante o horário do rush à tarde, na movimentada Avenida Xidan, oeste da capital.
Testemunhas disseram que o ônibus público, rota número 22, parou em um ponto e explodiu quando suas portas abriram. O ônibus pegou fogo rapidamente, enquanto os passageiros tentavam fugir amedrontados. Os feridos foram imediatamente levados para um centro de emergência próximo e de lá enviados para hospitais.
As ruas perto do local da explosão foram fechadas e policiais, alguns fardados outros com roupas civis, patrulhavam a área, perto do mercado de Xidan, e retiravam curiosos e jornalistas estrangeiros. As autoridades estabeleceram pontos de controle em toda capital, revistaram veículos e examinaram as carteiras de seus motoristas. Horas depois da explosão ainda havia estilhaços de vidro espalhados pela rua.
No dia 25, três bombas explodiram em três ônibus na cidade de Urumqi, na província autônoma de Xinjiang, com apenas alguns minutos de intervalo. Nove pessoas morreram e 74 ficaram feridas. A autoria dos atentados, que coincidiram com os funerais do líder chinês Deng Xiaoping, foi assumida pelos separatistas muçulmanos uigures, exilados no Casaquistão, que lutam contra a presença da China em Xinjiang, noroeste do país. Os uigures, uma etnia de origem turca, são maioritários nessa enorme região semidesértica.
O ministro de segurança chinês, Tao Siju, negou ontem a presença de extremistas uigures ou tibetanos em Pequim.

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