São Paulo - Uma bomba de fabricação caseira explodiu na madrugada de ontem em frente à Embaixada do Brasil no Chile sem deixar feridos, mas causando danos à fachada do prédio. O embaixador brasileiro, Mário Vilalva, afirmou que a explosão foi um fato isolado e que estava lendo em sua casa no momento da ocorrido. ‘‘Nunca ouvi nada parecido. A sensação era de um ataque aéreo, foi bastante forte.’’
  A explosão -que aconteceu por volta da 0h20 (1h20 de Brasília)- destruiu parte da porta de entrada do prédio dos escritórios da embaixada e quebrou alguns vidros da sede diplomática, localizada no centro de Santiago, a quatro quadras do Palácio de La Moneda.
  ‘‘Não vemos nenhum significado especial porque não corresponde à realidade dos fatos. Resta analisar e ver qual a procedência’’, disse Vilalva. ‘‘Sem sombra de dúvidas é um fato isolado, que não tem nenhum significado nas nossas relações bilaterais [entre o Brasil e o Chile]’’, completou o embaixador.
  Segundo ele, uma pessoa encapuzada chegou à porta da embaixada caminhando e jogou, através das grades de ferro que separam o prédio da calçada, o artefato explosivo em frente à porta principal.
  ‘‘Cinco minutos depois, o artefato explodiu. Foi uma explosão considerável. Causou danos na fachada, vidros foram rompidos e as imagens detectaram que havia uma van que, imediatamente depois (da explosão), saiu com essa pessoa’’, afirmou Vilalva.
  O embaixador disse ainda que essas imagens, feitas pelas câmeras de segurança da própria embaixada, já estão em poder dos Carabineiros para análise. Imagens feitas por câmeras de um prédio da frente também foram encaminhadas à polícia. ‘‘Foi uma bomba de fabricação caseira, ainda que os próprios carabineiros tenham admitido que foi algo além do usual em termos da capacidade da explosão’’, disse. Vilalva ouviu a explosão porque o prédio da embaixada fica em um complexo onde também está a casa do embaixador. No momento da explosão, havia apenas um vigia dentro da sede diplomática.

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