Buenos Aires - Dez pessoas ficaram feridas com a explosão de uma bomba em um restaurante dentro de uma estação de metrô em Santiago, no Chile, na tarde desta segunda-feira. O governo aponta ato terrorista.
As vítimas mais graves são uma mulher que perdeu pelo menos um dedo e um homem cuja perna sofreu um trauma violento. Ninguém corre perigo de vida. Por enquanto ninguém assumiu a responsabilidade pelo ato.
O atentado aconteceu às 14 horas da segunda (mesmo horário em Brasília). A bomba, que tinha um relógio acoplado, foi colocada em um cesto de lixo do estabelecimento. A estação atingida é a Escola Militar, em Las Condes, bairro turístico da cidade. Segundo o promotor Francisco Bravo, essa bomba é igual a uma que explodiu no dia 14 de julho em uma outra estação, Los Dominicos, também em Las Condes. No entanto, a assessoria de imprensa do Ministério do Interior e da Segurança Nacional disse que não se pode relacionar os acontecimentos, pelo menos por enquanto.
Bravo qualificou o atentado como o mais grave dos últimos anos, já que havia intenção de atingir muita gente - a bomba foi colocada em um local de alta circulação. Mahmud Aleuy, o subsecretário do Interior, afirmou que câmeras de segurança mostram dois suspeitos que colocaram o dispositivo em um cesto de metal e depois escaparam em um carro.
O ministro do Interior, Rodrigo Peñailillo, afirmou que o sistema preventivo está sendo incrementado para evitar novas explosões no metrô e na cidade. O metrô chegou a fechar, mas voltou a funcionar ainda na segunda. A presidente Michelle Bachelet visitou as vítimas no hospital e depois afirmou que o atentado "é muito grave" e que irá aplicar "todo o peso da lei". Ela afirmou, no entanto, que o Chile é um país seguro e que deve encomendar uma campanha pública para que as pessoas estejam atentas a situações duvidosas.

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