BELFAST - Um republicano católico foi ferido ontem na explosão de uma bomba colocada em seu carro em Belfast, sublinhando temores de que a Irlanda do Norte pode estar prestes a viver uma nova escalada de violência sectária. A polícia informou depois do atentado no coração de uma vizinhança fortemente católica que nenhum grupo havia assumido responsabilidade.
Políticos afirmaram que aparentemente militantes protestantes leais à Grã-Bretanha executaram a ação e que temiam que um cessar-fogo de dois anos, amplamente aplaudido, das guerrilhas legalistas poderia ter terminado.
O ataque ocorreu no momento em que uma multidão de católicos e protestantes realizava manifestação em favor da paz em várias cidades da Irlanda do Norte. Estudantes, jovens e velhos integraram-se a passeatas em que pediram para que as escaramuças não sejam retomadas.
A vítima de 25 anos, Eddie Copeland, destacado líder republicano no distrito de Ardoyne, foi levado a um hospital com as pernas dilaceradas.
O atentado aumenta a tensão na região, porque o Exército Republicano Irlandês (IRA) decidiu não decretar este ano sua tradicional trégua de Natal. O IRA quer expulsar a Grã-Bretanha da Irlanda do Norte.

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