Bomba atinge embaixada britânica no Iêmen
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sexta-feira, 13 de outubro de 2000
Paulo Sotero Agência Estado De Washington 
Uma explosão que quebrou vidraças na sede da embaixada da Grã-Bretanha no Iêmen, ontem, sem fazer vítimas, agravou o clima de tensão criado com o ataque à bomba contra o destróier americano USS Cole, no porto iemenita de Aden, na quinta-feira. Por precaução, o governo dos Estados Unidos ordenou o fechamento de todas as suas embaixadas no Oriente Médio durante o fim de semana e divulgou um alerta aos americanos em viagem ao exterior sobre a possibilidade de serem alvos de ataques.
Com as atenções dos governos dos EUA, da Europa e de vários árabes de Israel voltadas para o maior foco de violência e instabilidade na região, numa busca desesperada de um caminho diplomático para estancar o conflito entre israelenses e palestinos e tentar recolher e juntar os cacos do processo de paz, a marinha americana aumentou ontem de sete para dezessete o número de soldados mortos ou dados como mortos no ataque contra USS Cole. Estes incluem dez marinheiros que provavelmente estavam na casa de máquinas no momento da explosão. A marinha informou que seus corpos, ainda não identificados, estão na área do navio diretamente atingida pela bomba. Duas das vítimas eram mulheres. Os 30 feridos no ataque começaram a ser transferidos ontem para hospitais militares americanos na Europa.
Uma investigação preliminar confirmou as suspeitas iniciais de que a explosão resultou de uma ação deliberada de sabotagem, provavelmente levada a cabo pelos dois tripulantes de um barco de borracha que participou da amarração do destróier no local onde ele deveria ser reabastecido de combustível. Como disse desde o início, na minha opinião este foi o claro ato de terrorismo, disse ontem o almirante Vernon Clark, chefe de operações navais e comandante da força.
Segundo Clark, os investigadores da marinha que examinaram o rombo de 6 metros por 12 que a bomba abriu no casco do destróier, na altura da linha dágua, determinaram que a explosão originou de uma fonte externa ao navio. Uma equipe de dez especialistas em anti-terrorismo do FBI partiu ontem para o Iêmen para assumir a direção das investigações. Eles deverão ser seguidos, no fim da semana, por um contingente de aproximadamente cem agentes.


